sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

“Ei, sonhei com você esses dias, e nem precisei dormir pra isso… Lembrei de tudo aquilo que sonhei pra gente um dia, de tudo o que eu pensei em te falar, de tudo aquilo que eu pensei em fazer e do frio na barriga quando falava com você… Das tuas respostas que guardei, das fotos que eu ainda tinha, dos textos que eu fiz e não mandei… Talvez você soubesse, mesmo que no fundo, as minhas secretas e tão escrachadas intensões, que eu não falava pra você, mas que todos percebiam… Lembrei do brilho no olhar quando eu falava de você e no quão ficava brava quando alguém falava mal de você ou quando alguma menina chegava perto… Sabe aquele medo de perder aquilo que nem tem? Sabe aquele medo de ser substituída mesmo que não seja nem opção? (…)
Lembrei também de tudo aquilo que sofri quando você começou a namorar, e das declarações, e do meu coração em pedaços, que eu carregava com vontade de bater à sua porta pedindo pra cuidar dele… Dos pedaços que deixei ao vento e ainda espero que alguém um dia os traga…
Engraçado, que a gente se perdeu tão rápido… Essa doce ilusão de ‘nós’ que estava mais pra ‘eu’ e ‘você’, separados por aspas e poréns… E desde que me perdi da vontade de te ter e da esperança de te fazer feliz e de todas as histórias que criei pra gente e me esqueci de me lembrar de você todos os dias, estou me sentindo tão sozinha, tão… Tão eu sem você, e sinceramente, não em graça…
Hoje, procurei de novo te encontrar… Sabe aquela velha história de procurar, fuçar, até achar aquilo que não vale à pena… Pois é… Eu percebi o quão difícil é esquecer uma pessoa e essa sensação boa que ela te passa apesar desse sentimento sem futuro, que só te deixa presa em devaneios e que machuca…
Talvez com menos intensidade, me lembrei do quanto gosto de você e dessa sensação de cuidado que você me passa, de alguém pra amar, pra preencher o coração… Descobri o quão difícil é substituir alguém, e que não importa o quanto a gente procure alguém pra pôr no lugar, no fundo no fundo, eu idealizo você…
Ah, como eu sinto falta de tudo aquilo que sentia quando chegávamos perto, de quando cheguei perto de te dizer tudo aquilo que sentia…
Agora todas as músicas me lembram você, todas as pessoas insistem em me fazer lembrar do que ainda não passou, e sabe, cá entre nós, não espalha… Ainda guardo na memória textos seus e sei te interpretar, e na gaveta, têm os textos que eu fiz pra você, e que no fundo, espero um dia poder mandar…

Nenhum comentário:

Postar um comentário